A Liga CC está a chegar ao fim da linha, e a comitiva africana não perdeu o comboio e segue mesmo na carruagem da frente. Para que isso fosse possível, muitas estórias aconteceram, numa campanha de sangue, suor e lágrimas, de alma e de ocorrências insólitas, entre regressos e partidas, encontros e desencontros, entendimentos e desentendimentos, coerência e absurdo, tudo se proporcionou para que os Africans chegassem à última jornada da Liga em primeiro e com o empate como requisito mínimo para levar a Taça para o continente africano.
Eis um sumário do percurso da turma negra:
1ª Jornada: Africans 3 – 2 Squadra Azzurra
2ª Jornada: Africans 2 – 2 Mankukulas
3ª Jornada: Africans 5 – 0 FD Psicopito
4ª Jornada: Africans 5 – 1 FD Psicopito
5ª Jornada: Africans 6 – 6 Mankukulas
Depois da primeira épica vitória sobre a Squadra Azzurra, com apenas 5 elementos, Abílio disse que sim aos Africans e a turma negra recrutou assim mais um elemento. Na estreia deste, houve um jogaço na Nave entre Africans e Mankukulas que terminou empatado a 2. Seguiram-se duas vitórias sem discussão nos derby’s ante os FD Psicopitos, onde o maior destaque vai para o regresso de Topi à turma africana depois deste voltar atrás na decisão de pendurar as “sapatilhas de futsal”. Depois, novo jogo épico frente à vanguarda de CC, os Mankukulas, que, mesmo mostrando uma maior capacidade técnica, não conseguiram suplantar uma velha guarda de coração demasiado grande e que conseguiu dar a volta a uma desvantagem de 2 – 5 em 15 minutos com, pasme-se, Topi a assumir (e com grande classe) as redes da baliza por troca com o habitual Keeper, o Lobo, que foi tenaz e incansável na procura pela reviravolta. E este Lobo fez mesmo o gosto ao pé, complementando um hattrick de um diabólico Stevens e um bis de um inspirado Paulo’s com que os Africans deram a volta ao marcador: 6 – 5! No entanto, a poucos minutos do final, decisões pouco compreensivas da equipa de arbitragem permitiram um livre de 10 metros aos ainda caloiros que não enjeitaram a oportunidade de empatar, o que de nada lhes valeu, pois ficaram arredados da possibilidade de vencer a Liga, apesar de terem impedido que os africanos pusessem a mão no Troféu logo ali.
Este resultado fez sorrir a Squadra, que espreita assim a última oportunidade de chegar ao topo da Liga que, até ao momento, foi ocupada exclusivamente pelos negros. O que esta equipa procura, é, no fundo, a injustiça. E por falar em injustiça, consta-se que o RP africano, Vasco Pereira, já controlou umas encomendas à equipa de arbitragem. Porém ainda não sabemos se esta se deixará corromper. Mas era positivo se deixassem.
Assim, a embarcação africana segue em mares calmos, ciente de que a tempestade pode estar ao largo do cabo de Peniche. No entanto, na linha do horizonte já surge um troféu, e com o vento a soprar a favor, esperemos que o destino vença, que a justiça aplique de firmemente e de forma severa e que se abata sobre as cabeças dos habilidosos italianos. É tudo o que desejamos para amanhã. Isso e as africonas, histéricas, na bancada.
Texto: Infoblog
