Africans F.T. 3-2 Squadra Azzura
Mais um jogo que ficará para a história de um império assemelhado ao vinho do porto: os anos passam e a qualidade aumenta! Foi o regresso da Liga CC depois de um ano de hiato por quebra financeira da comissão organizadora. Todavia os novos órgãos sociais da Liga conseguiram dar um novo ímpeto à histórica competição: um rebuçado a acompanhar o café com leite claro foram suficientes para convencer o Messias do ICS a disponibilizar uma câmara para a transmissão de jogos. Depois de ver as imagens, o órgão de comunicação social SportTV já demonstrou interesse em assegurar a transmissão dos jogos e, de repente, a Liga CC transfigurou-se na liga dos milhões com direito a genérico e tudo.
Sem querer desprestigiar o novo adágio da competição, Africans e Squadra Azzurra mediram forças no palco principal a norte da rodovia e, num jogo interessante do ponto de vista táctico, os Africans, com apenas cinco heróis em campo, puxaram dos galões e da experiência e deram um banho táctico nos azuis, que em nada fizeram jus ao seu desígnio. É caso, sim, para falar em “Squadra Nera” tal a organização defensiva e tenacidade no contra-ataque desta formação.
Equipado à Estoril de Praia, Pereirinha foi seleccionado capitão para este encontro, e talvez o peso da braçadeira lhe tenha dado o equilíbrio que lhe faltava do lado esquerdo, permitindo-lhe efectuar uma prestação irrepreensível e talvez a melhor ao serviço da equipa dos marzápios avantajados. Mais: Stevens garantiu um golo antes do jogo, mas, em tarde inspirada, o 10 deu-lhes rock como um furacão e ainda o jogo estava nos seus primórdios e já Miguel (Estebes para os amigos) tinha introduzido a bola na baliza adversária tantas vezes como Pereirinha se esquece de usar boxers por dia: duas.
A partir daí, as constantes trocas de bola entre os elementos da equipa africana deixaram os azuis confusos e sem saberem de que terra são. Como tal, não é de estranhar que tenha sido necessária a ajudinha da recente veia auto-goleadora de Isaac para que esta formação pseudo-italiana conseguisse reduzir o marcador. Isaac disse no final do jogo que aquele desvio na trajectória da bola foi uma forma de equilibrar uma partida “que o estava a adormecer”.
Na segunda metade, registo para o primeiro golo de Paulo’s a uma equipa a sério, disferindo na passada um remate com alguma força para o fundo das redes após passe magistral de Stevens. Estamos apostados que Pedro Sousa teria dito “olha aí” antes de Paulo’s rematar e “já está” logo de seguida. Nos festejos, Luís Freitas Lobo comentaria que “o atleta ganha aqui motivos para aspirar a sua primeira presença no Troféu Reitor”.
Até ao final do jogo os negros limitaram-se a gerir a vantagem até porque, Lobo, o estratega, já estava a fazer a gestão da equipa para o confronto entre primeiros da próxima jornada, mesmo só contando com cinco jogadores. Quando a equipa do 3º ano estabeleceu o resultado final em 3-2 já pouco havia a fazer, porque o tempo era dos Africans, nesta nova era de futebol táctico e amadurecido.
Texto: InfoBlog

#1 by Vítor Rigobello on Novembro 3, 2010 - 10:41 pm
Africans! Mais do que uma equipa, uma organização, uma instituição, uma identidade, uma nação! Pereirinha, o Capitão. O verdadeiro Hancock! Lobo, o estratega e o poeta! Parabéns pela vitória. Saudações africanas
#2 by DonLobon on Novembro 3, 2010 - 11:31 pm
Sôr Vítor! Bons olhos o vejam! Muitas saudades bro qd vieres a Braga tens de dizer! Este ano só faltas tu à equipa!
Esperamos que esteja tudo de bom contigo!
Até breve irmão africano!