Vítor Hugo: o circo está montado!

O Homem!

O Homem!

Não é Cardinalli mas é Rigobello (em português “joga bonito”) e é também a nova aquisição (a que tanto se anunciava) dos Africans Football Team para esta temporada. O contrato já havia sido firmado com o atleta e o seu empresário Johnny Boy no Hotel Santa Tecla há duas semanas atrás, mesmo antes do fecho das inscrições. A delonga na sua apresentação deveu-se essencialmente à sua condição física, é que este magnífico jogador chega à equipa negra lesionado dos tempos em que ainda jogava naquela nefasta e vil equipa cognominada de Spartak, e só agora terá passado nos exames médicos. Todavia ainda não é nesta segunda que as Africonas poderão fruir do espectáculo visual que este artista coloca em campo pois este está ainda a recuperar de uma mazela no pénis. Um bocado como Aimar chegou ao Benfica. O contrato é de 1 ano + 1 de opção visto que este senhor do futsal está a ponderar deixar os pavilhões “depois de dar o título da Liga CC aos Africans” e também o primeiro da sua solene carreira que, inexplicavelmente, ainda não foi coroada com o prémio maior.

Segundo o seu empresário Johnny Boy, os Africans ganharam um jogador “repleto de talento e experiência assim como pleno de criatividade e rigor táctico”.

A fiel, melhor e maior claque que CC alguma vez viu ganhou também uma obra de arte, sob o ponto de vista da estética, para admirar, não fosse Vítor Hugo Rigobello o corpo vivo mais assemelhado às esculturas de Miguel Ângelo a passear magia no campus de Gualtar.

Outro motivo de júbilo foi a vontade e fidelidade demonstrada por este jogador pela turma africana ,que até resistiu ao engodo, charme e poder de sedução de Gambit, jogador-director dos DinoFC, mas Rigobello, convicto das suas opções, não se deixou aliciar: “Dizem que os dinossauros morreram porque não aguentaram com o ciúme relativamente aos marsápios dos pretos que eram e são bem maiores, por isso eu quis ser da raça mais forte, da que sobrevive, daquela que é activa e mais pujante. Eu não quero passar à história e assim tornei-me africano”.

Empresário Johnny Boy e RG12 após as negociações no Sta Tecla Hotel

Empresário Johnny Boy e RG12 após as negociações no Sta Tecla Hotel

Agora ir ver um jogo dos Africans será mais ou menos como ir ao circo. Não, não é porque vamos fazer rir alguém ou porque os nossos jogos vão ser uma palhaçada mas antes porque o compêndio de artistas está agora reunido e os Africans prometem animar a malta. Se não vejamos:

Temos Lobo, o malabarista da baliza: consegue defender até três remates simultâneos. Na defesa Topi e Octávio domadores de leões e outras feras, e o desaparecido Dennis que fugiu no monociclo. Na intermediária/alas Marcos e Isaac, os equilibristas da equipa, capazes de dançar à Michael Jackson numa teia de aranha, nunca deixam a equipa cair quando esta precisa de equilíbrio. Na frente temos os ilusionistas Stevens e Rigobello, de classe internacional, capazes de ludibriar o olhar de quem quer que pense saber onde está a bola e ainda o acrobata Paulo Paulos, mestre da queda e o principal cravador de faltas da nossa equipa.

Tudo se proporciona para que a conquista do grande troféu seja uma realidade, para o pânico dos nossos adversários. E nem sequer nos falta a melhor claque do mundo que certamente nunca dará (nem deu) por perdido o dinheiro empregue no preço de um bilhete.

Texto: DonLobon

  1. #1 by Ana Cunha :) on Abril 1, 2009 - 9:49 pm

    E onde está Vitor Hugo não pode faltar o Johny Boy…

  1. Os números de 2010 «

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