Africans Football Team

Porque as nossas são as maiores!

Do Inferno ao Céu em 30 segundos: B5 - Torpedos ao fundo

Épico é o adjectivo que melhor descreve a vitória africana sobre os actuais campeões e até então invictos Torpedos, ontem à tarde, por um tangencial 5-4. Um jogo impróprio para cardíacos, de fazer corar o Sporting x Benfica da noite passada - em termos de emoção, de espectacularidade dos golos e de euforia nas bancadas. Com uma prestação colectiva de grande nível, os caloiros excederam-se e conseguiram a vitória no último segundo.

Desde cedo foi visível que a raça aficana iria dar azo a uma exibição de grande concentração. Motivados desde o primeiro segundo e exímios tacticamente, os africanos não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Foi um jogo de nervos em que o planeamento de jogo foi essencial. Os atletas aficanos gizaram uma estratégia de contenção defensiva, com dois jogadores - Paulo e Isaac - na frente, deixando o sempre muito marcado Miguel Machado para a transposição de bola. Típico Catenaccio.

No começo, a turma africana utilizava os passes longos para sair para o ataque. Com o tempo, sentiram que a sua qualidade era por demais superior para o jogo dos Torpedos. Com apenas 5 elementos, e acusando, claramente, a marcação do jogo para a hora da sesta, foram os veteranos a encaixar o primeiro torpedo, já perto do final da primeira parte. Isaac ganhou a linha e rematou cruzado para bater o guarda-redes improvisado da equipa torpedeira. Os Torpedos só empataram a 20 segundos do intervalo, com Alex a facturar depois de uma jogada de insistência. O jogador dos Torpedos fez valer a ausência dos seus óculos, e aproveitou a sua míopia para rematar ao lado. No entanto, graças a essa mesma miopia, a bola acabou por se dirigir para a baliza.

Neri era o comandante da equipa do quarto ano. Na entrada da segunda parte, roubou a bola a Miguel e facturou para o segundo golo da sua equipa. A reacção não se fez esperar. Ou melhor, fez, mas não foi mais do que uns segundos. Jogada pela ala, atraso para Topi, que em posição frontal desferiu um remate ao ângulo inferior esquerdo da baliza dos torpedos. Pouco tempo mais tarde, Isaac aproveitou uma desconcentração da defesa para restabelecer a vantagem africana. Em poucos minutos, nova reviravolta: dois torpedos na baliza africana. Adivinhava-se o desfecho do encontro, mas num instante verdadeiramente fantasmagórico, a 1 minuto do fim, Topi recebe e dispara de pé esquerdo, em arco, para o melhor golo da tarde. Eis que, nos instantes finais, Miguel recupera a rola, finta Hugo Miguel, senta o guarda-redes e aponta o tento da vitória.

Na bancada, três adeptas foram assistidas pelo INEM com complicações cardíacas, mas já se encontram de plena saúde. Tudo aconteceu durante os festejos, em que Isaac Franco, homem do jogo (a par de Topi), aproveitou a onda de efusividade para tirar os calções, arremessando-os para a bancada. Vergados à superioridade dos caloiros, os Torpedos foram para os balneários com a cabeça entre os ombros, enquanto Vasco Pereira, famigerado RP africano, lhes fazia caretas e estendia o dedo do meio.

Conclusões óbvias a retirar daqui:

- A equipa Africans Team joga muito melhor quando o Marcos (expulso no último jogo) está na bancada a assistir;

- Os Torpedos, mesmo com guarda-redes, são uma equipa ao nosso alcance. O torneio está ao rubro, com o equilíbrio e a surpresa a pautarem o desenlace dos acontecimentos;

- Os Africans têm a melhor e mais ruidosa claque do curso, composta, sobretudo, por mulheres de uma sensualidade avassaladora, que desconcentram os adversários de sobremaneira e gritam estridentemente a cada vez que o Isaac toca na bola;

- Os Coxos estarão, por esta altura, a experienciar alguns pensamentos de comiseração. A sua infundada esperança em apurar-se para a próxima fase será escamoteada na próxima terça-feira, às 16h. Compareçam no pavilhão por volta das 17h, para os consolar.

Texto por: Paulo Paulos

Abril 18, 2008 - Publicado por maxosdecc1 | Não classificado | , , | 1 Comentário

1 Comentário »

  1. Então e essa crónica?

    Comentário por José Ribeiro | Abril 19, 2008

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