Africans Football Team

Porque as nossas são as maiores!

Caloiros vs Doutores: O derby da ressurreição

Em dia de julgamento, caloiros e doutores defrontaram-se em jogo a contar para a 3ª jornada da Liga CS, que acabou mal para as cores africanas. Ainda mal tinha começado a tarde, já as brumas se adensavam no horizonte dos abonados caloiros - os Africans decidiram imitar o Sporting em semana de jogo europeu e submeter-se à segunda ignomínia consecutiva no espaço de três dias. Típico de uma equipa inexperiente, obliterada pelo espírito competitivo e vítima de uma cabala orquestrada por várias facções do curso.

Porventura seduzido pelo estonteante slogan africano, o público feminino compareceu em massa no pavilhão e distribuiu-se pela bancada mais perto do banco da equipa mais sensual de todos os cursos sob a égide do Instituto de Ciências Sociais, e mesmo até de alguns do Instituto Confúcio. Tresloucadas, com a digestão incompleta e os ânimos exaltados, assistiram à segunda derrota dos Africans na competição, a primeira que não foi premeditada. Depois de uma débil exibição, os aguardados apupos foram substituídos por aplausos que quase fizeram desmoronar o pavilhão. “É a mística africana”, comentou Vasco Pereira, Relações Públicas da equipa, que esteve presente na bancada.

A história do jogo é curta, desenxabida e conta-se facilmente. A primeira parte foi equilibrada, com as duas formações a estudarem-se tacticamente, e o nulo registado ao intervalo era prova da incapacidade atacante de qualquer uma das equipas. Na segunda parte, a formação dínica entrou com tudo, e nem uma noite bem regada impediu que Rui Antunes, pivot da formação pré-histórica, abrisse as hostilidades com um remate colocado, sem hipóteses para o guarda-redes Lobo. Foi o princípio do fim para os africanos que, sem estaleca competitva, viraram, sem razão, as suas atenções para a equipa de arbitragem em vez de partirem à conquista do empate. Rebeldia que valeu, aliás, a expulsão de Marcos, por palavras dirigidas ao árbitro. O ala africano terá dito ao juiz da partida que o seu penteado não o favorecia, e ter-lhe-á dado um cartão com o contacto do seu cabeleireiro, gesto que lhe valeu a ordem de saída prematura para os balneários.

Durante o jogo, muitas foram as oportunidades desperdiçadas pela Africans Team. Quem comete erros deste calibre é, geralmente, penalizado. Foi isso que aconteceu. Inclinados para o ataque, os africanos concederam algumas fífias que determinaram o desfecho do encontro. Surpreendidos, uma vez mais, pela sobriedade de Rui Antunes, os Africans sofreram dois golos em contra-ataque que ditaram o 3-0 como resultado final. Depois de na noite passada, na discoteca glamour, ter facturado duas moçoilas de Psicologia e uma de Línguas Aplicadas, Tunes, como é conhecido no seio dos doutrores - e não querendo, com isto, insinuar que os doutores têm seios -, voltou a completar um hat-trick.

Os caloiros consideram, no entanto, avançar com um reclamação para a Liga. Vasco Pereira, depois de algumas graçolas sobre o resultado do jogo, afirmou que a sua equipa foi vítima de um “conluio orquestrado pelas várias facções do curso”. Primeiro, a marcação de um jantar de gala para a véspera da partida, com álcool à discrição, que fez mossa em alguns jogadores da equipa, como o playmaker Miguel Machado, que ainda assim foi a guiar para casa. A marcação dessa carnificina praxística que é o julgamento para o mesmo dia foi igualmente, um acto pensado e absolutamente propositado, ameaçando os caloiros de sofrerem represálias mediante o resultado do encontro. Para além do mais, a docente de Psicologia Social fez o favor de agendar a entrega de um trabalho para o dia seguinte, que mobilizou grande parte da atenção e disponibilidade mental da turma africana, impedindo os jogadores de preparar a partida da melhor maneira. Como se isso tudo não bastasse, os repórteres presentes na arena ouviram o juiz de mesa Fati gritar, a plenos pulmões, no final do jogo, clamando para que algum dos Dinos fizesse amor com ele. Todos os actos levantam uma onda de suspeição que, adivinha-se, não irá ficar por aqui.

PS: Já ontem, Benfica e Académica reeditaram os acontecimentos do jogo. Uma vez mais, a equipa mais fraca, constituída por estudantes que, na verdade, só usam os livros para esconder a Maxmen, surpreendeu uma das melhores, mais prestigiadas e reputadas equipas do mundo, ao vencer por 3-0.

Texto por: Paulo Paulos

Abril 12, 2008 - Publicado por maxosdecc1 | Não classificado | , , , | 5 Comentários

5 Comentários »

  1. Que texto, no mínimo, bizarro. Para começar nota-se inspiração na crónica do mesmo jogo mas publicada em http://dinofc.blogspot.com

    Mas sobre o texto em si…

    “Em dia de julgamento” -> Só falta dizer que sofreram ameaças que caso ganhassem o julgamento seria muito pior! Mais, que todos os atletas africanos seriam julgados (Dennis e Topi incluídos).

    “uma cabala orquestrada por várias facções do curso” -> Cabala? Claro que sim. Inúmeras facções! Imagino…

    “A história do jogo é curta, desenxabida e conta-se facilmente” -> De facto história curta com dois parágrafos com cerca dez linhas Muito curta mesmo…

    Sobre o jantar de gala… Será necessário relembrar o que andaram a beber jogadores africanos? Mesmo com bebidas à discrição? É preciso dizer que em sete jogadores o DinoFC tinha zero sóbrios à hora da partida (14h)! De facto Stevens bebeu mas conseguiu regressar a casa a guiar!

    O julgamento à muito estava marcado. Calhou ser no mesmo dia. Caso tivessem problemas podiam pedir adiamento… Quem ameaçou quem? Ah?

    Impossível e impensável os “repórteres” ouvirem gritar Fati. O brilhante jogador dos Atoladinhos apenas regozijava-se pelo facto do DinoFC ter sido até então a única equipa a pagar a sua participação na liga. (Citem as fontes, não vos fica nada mal.)

    De facto ontem perdeu a melhor equipa, o SLB. Contudo, na quinta quem ganhou foi a melhor, sobre isso é melhor que não restem dúvidas.

    Comentário por | Abril 12, 2008

  2. Caro Zé (Ribeiro, presumo):

    Começo por dizer que o texto não foi inspirado em crónica de blogue nenhum, mas sim fruto da minha parvoíce e imaginação. Excepção feita, claro está, ao comentário de Fati no final do jogo.

    Repito o que disse aos atoladinhos, este é um espaço de auto-promoção que, como tal, não respeita quaisquer regras de rigor ou de imparcialidade. Os Africans reservam-se no direito de bajular o seu corpo técnico, plantel, dirigentes e adeptos, bem como o de insultar todos os seus adversários sem lealdade ou pudor.

    Exaltaremos, nas vitórias, a esplendorosidade e sensualidade do nosso plantel. Nas derrotas, arranjaremos justificação e desviaremos o assunto para questões meramente caricaturais. Falta, a meu ver, algum espírito humorístico por parte das equipas adversárias, ao não admitirem a genialidade das nossas desculpas.

    Numa coisa estamos de acordo: dois parágrafos, com dez linhas cada, é dar demasiada importância ao que se passou na quinta-feira. Quanto ao jogo de ontem, o Sport Lisboa e Benfica não foi a melhor equipa. Tal como os africanos nos dois jogos desta semana. Infelizmente, a nossa fina ironia não está ao alcance de todos.

    Moral da história: levar as coisas para a palhaçada implica não existirem comentários sérios com argumentos esforçados, em posts cujos argumentos são esgrimidos pela via humorística non-sense e despropositada.

    PS: Quando às ameaças, nem me vou pronunciar mais. Basta dizer que, segundo o Miguel me confidenciou há pouco, uma doutora ameaçou os jogadores da nossa equipa de os sufocar com uma mama, caso o resultado nos fosse favorável. E quando assim é, está tudo dito.

    Paulo Paulos.

    Comentário por maxosdecc1 | Abril 13, 2008

  3. Mais ( e continuando num tom de seriedade e cordialidade, à lá Zé Ribeiro), veja-se no post anterior o comentário do Dr. José Carlos Bragança, onde este afirma que se for preciso puxarão “dos galões (ou fitas)”.

    Depois disto, meus senhore, há que repensar a parte do excesso de ameaças. Tantas juntas exercem uma pressão demasiado grande aos ombros duma equipa de caloiros. Concordo que nem todos o sejam, mas o Dennis e o Topi sozinhos, nada fazem.

    Paulo, quando o zé refere o SLB como melhor equipa não se refere à prestação naquele jogo pontual, masderiva sim da inclinação clubística, que por sinal é comum a ambs, e a mim também.

    Conclusão, vamos lá começar a deixar de ser insoços (oh zé, tu gostas tanto de sal!) e levar tudo na brincadeira, que o melhor disto tudo está no espírito humorístico da coisa.

    Paula Lobo

    Comentário por PL | Abril 13, 2008

  4. Lá está, Paula. Nem sempre ganha a melhor equipa, a formação favorita, ou aquela para qual tende o nosso pendor clubístico. Isso explica muito do que se passou na quinta-feira.

    Paulo Paulos

    Comentário por maxosdecc1 | Abril 13, 2008

  5. Verdade. Foi a primeira vez num historial de jogos que os Dinos bateram os Africans.

    Já sei que Zé vai argumentar dizendo que na rodovia é diferente, os jogos não tem limite de tempo e blá blá blá, mas eu continuo da opinião que
    1º no campo da Rodovia dispende-se muito mais energia.
    2º há mais fair play. é a verdade.
    3º obviamente que os veteranos se conhecem melhor, inclusivamente o estilo de jogo uns dos outros, que lhes confere alguma vantagem.

    Mas agora também não adianta debater os “ses” do jogo. Foi o que foi, ganharam os Dinos por 3-0. O texto do Paulo está hilariante e é tudo.

    Paula Lobo

    Comentário por PL | Abril 13, 2008

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